quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

BBB e as histórias de vida

Após ser a primeira eliminada do programa BBB (9) da Rede Globo, a participante Michelle afirmou, em entrevista, estar torcendo pelo Ralf porque, entre outros motivos, ele tem uma "história de vida bacana".

Surpreendi-me por várias razões. Primeiro, porque em tão pouco tempo (alguns dias), e em meio a inúmeras atividades, alguém pôde conhecer a "história de vida" do outro. Ainda mais que a maioria dos participantes é jovem (somente os sexagenários "Naná" e "Betão" podem ter algo mais concreto na bagagem).

Segundo, e principalmente, pela questão filosófica que aí emerge: uma "história de vida bacana" deve justificar o recebimento de "prêmios", nesta vida ou após ela? Conheço muita gente com "história de vida bacana" que não mereceu nenhuma premiação, pelo menos nesta vida, não sei quanto ao pós-vida...

Ponho em evidência esta situação porque ela remete diretamente à questão da justiça, seja entre os homens, seja além do homem (ou divina). Construir uma "história de vida bacana" leva necessariamente a algum tipo de recompensa, ou somente possui valor por si mesma? Eis a questão.


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